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MECOWIO Project

From physics and biogeochemistry to top predators connecting the Mnazi-Ruvuma, Quirimbas, Bazaruto, and iSimangaliso MPAs of the WIO region.

MECOWIO é um projeto concebido para investigar a conectividade multi-ecossistema no Canal de Moçambique, integrando física oceânica, biogeoquímica e ecologia de predadores de topo. O foco principal é compreender como fatores combinados — como o escoamento do rio Zambeze, a dinâmica de redemoinhos e dipolos, e eventos extremos (ondas de calor marinhas e ciclones tropicais) — influenciam a resiliência de espécies icónicas e os serviços ecossistémicos em quatro Áreas Marinhas Protegidas (Mnazi-Ruvuma, Quirimbas, Bazaruto e iSimangaliso).

Moçambique e a região do Oceano Índico Ocidental enfrentam lacunas críticas de conhecimento sobre o papel do Zambeze na produtividade oceânica e na conectividade ecológica. O MECOWIO surge como resposta a esta necessidade, propondo campanhas de amostragem física e biogeoquímica, modelação numérica com CROCO-PISCES e rastreamento de predadores marinhos, para validar hipóteses sobre fluxos de nutrientes, transporte de partículas e vulnerabilidade dos ecossistemas costeiros.

O projeto será implementado em colaboração entre a Universidade Eduardo Mondlane e parceiros regionais e internacionais, com atividades que incluem a criação de um laboratório de biogeoquímica marinha, participação em cruzeiros oceanográficos e uso de tecnologias de observação costeira de baixo custo.

Além da componente científica, o MECOWIO terá impacto direto na gestão de recursos e conservação marinha, fornecendo evidências para políticas de sustentabilidade, fortalecendo capacidades institucionais e promovendo cooperação transfronteiriça. Alinha-se com estratégias regionais de economia azul e conservação, posicionando Moçambique como líder na investigação aplicada ao desenvolvimento sustentável das zonas costeiras.

📦 WP 1 – Contribuição do Rio Zambeze

  • Realizar amostragens mensais de água no delta do R. Zambeze e Sofala Bank.

  • Medir fluxos de nutrientes, elementos traço e carbono.

  • Monitorar plâncton e conectividade até predadores de topo.

  • Instalar e operacionalizar um laboratório de biogeoquímica marinha.

  • Analisar amostras de cruzeiros oceanográficos para compor séries.

 

📦 WP 2 – Papel dos Vortices e Dipolos

  • Usar resultados do WP1 e simulações CROCO-PISCES para identificar fontes de nutrientes.

  • Quantificar transporte costeiro norte-sul ao longo da costa moçambicana.

  • Avaliar transporte de nutrientes da costa para as ilhas dispersas (Bassas da Índia, Europa).

  • Aplicar ferramentas de rastreamento lagrangiano (Ichthyop, Pyticle) para partículas e plâncton.

  • Validar modelos com observações in situ (Argo floats, COLaB, boias de deriva).

 

📦 WP 3 – Vulnerabilidades a Eventos Extremos

  • Avaliar impactos de ondas de calor marinhas e ciclones tropicais em recifes, mangais e pescarias.

  • Monitorar alterações na distribuição de espécies e produtividade pesqueira.

  • Conduzir estudos de curto, médio e longo prazo sobre recuperação pós-eventos.

  • Integrar dados de campo e modelação para prever riscos futuros.

 

📦 WP 4 – Impacto em Espécies Icónicas

  • Investigar efeitos da física e química oceânica em tubarões-baleia, raias manta, corais e tartarugas.

  • Realizar rastreamento por satélite de predadores marinhos.

  • Relacionar abundância de presas com padrões de circulação e nutrientes.

  • Avaliar implicações para conservação e gestão de Áreas Marinhas Protegidas.

Contacto:

fialho.nehama at uem.ac.mz (Coordenador na UEM)

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