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Clima em transformação pode redesenhar o futuro das pescarias de atum tropical

Um novo estudo da ESCMC, em colaboração com o Bazaruto Center for Scientific Studies, revela que o aquecimento dos oceanos e mudanças na produtividade primária podem reorganizar os territórios de pesca do atum listado (Katsuwonus pelamis) no Oceano Índico.

Analisando 15 anos de dados da Comissão do Atum do Oceano Índico e projeções climáticas até 2100, os cientistas identificaram que:

  • A temperatura da superfície do mar, a profundidade da camada de mistura e a produtividade primária são os principais fatores que moldam a distribuição do atum.
  • Sob cenários de emissões moderadas (RCP 2.6), algumas áreas podem perder biomassa relativa de captura.
  • Sob cenários de emissões elevadas (RCP 8.5), o nicho térmico da espécie se expande, favorecendo regiões equatoriais entre 5°S e 10°N.
  • O futuro não aponta para um declínio uniforme, mas sim para uma redistribuição não linear dos habitats e oportunidades de pesca.

“O que vemos é uma reorganização espacial das pescarias tropicais. Não se trata apenas de perdas, mas de deslocamentos que exigem estratégias adaptativas de gestão”, afirma o Prof. Doutor Hélder  Machaieie, da ESCMC, coautor do estudo publicado em Frontiers in Marine Science.

Os resultados reforçam a necessidade de políticas de pesca informadas pelo clima, capazes de responder à dinâmica de redistribuição dos recursos pelágicos em um oceano em rápida mudança.

Leia mais em: https://doi.org/10.3389/fmars.2026.1693205

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